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Jordânia conclui piloto de reconhecimento de competências

Projeto da OIT com parceiros locais testou, com jordanianos e refugiados sírios, a certificação de habilidades adquiridas na prática.

Adultos de perfis diversos reunidos em sala de treinamento iluminada por janela, conversando ao redor de uma mesa com ferramentas e materiais de trabalho.
Imagem gerada por IA

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros jordanianos concluíram um projeto-piloto de dois anos de reconhecimento de aprendizagem prévia (RPL, na sigla em inglês) na Jordânia. Segundo a OIT, o sistema deve ajudar trabalhadores do país a obter reconhecimento formal de habilidades e experiência adquiridas no trabalho e em aprendizado não formal e informal.

A iniciativa é jordaniana e foi desenhada para o sistema nacional daquele país. Não tem efeito sobre regras de certificação profissional no Brasil.

Como funciona o reconhecimento

No modelo, a pessoa tem suas competências avaliadas com base nos padrões ocupacionais da Jordânia. O objetivo é que o resultado facilite o acesso a certificação, emprego e desenvolvimento profissional.

O projeto também produziu ferramentas de avaliação e de orientação e treinou os profissionais que aplicam o sistema. Foi criado ainda um portal online, hospedado pelo Ministério da Economia Digital e Empreendedorismo (MoDEE) na infraestrutura digital do governo, o que, segundo a OIT, contribui para a sustentabilidade do serviço no longo prazo.

Quem participou

O projeto se chamou "Fortalecimento das capacidades institucionais nacionais para implementar o sistema de reconhecimento de aprendizagem prévia na Jordânia". Foi executado dentro da parceria PROSPECTS da OIT, com financiamento do Reino dos Países Baixos.

A Comissão de Acreditação e Garantia da Qualidade (AQAC) teve papel central na acreditação, no controle de qualidade e na incorporação do sistema ao arcabouço nacional. A Fundação Rio Jordão (JRF) atuou junto às comunidades, aproximando os beneficiários dos serviços de reconhecimento. O MoDEE cuidou da parte digital.

Piloto com 1.000 pessoas

O piloto tinha como meta atender 1.000 jordanianos e refugiados sírios, para testar o sistema na prática e gerar aprendizados para sua expansão. O texto da OIT não informa quantas pessoas concluíram o processo nem traz resultados em números.

A organização observa que, para refugiados sírios que decidam voltar à Síria, a certificação também funciona como comprovação de competências e pode ajudar a retomar a vida profissional.

Dahlia Roque, gerente do projeto PROSPECTS Jordânia na OIT, afirmou que o fim do projeto "não é o fim da jornada", mas um passo rumo a um sistema nacional sustentável.

O que vem a seguir

Yousef Al-Abdalat, vice-presidente da AQAC, disse que a parceria criou uma base sólida para aplicar o RPL no ensino e na formação técnica e profissional da Jordânia. Segundo ele, o modelo pode ser ampliado para outros setores no futuro.

Para a OIT, um sistema nacional estável permite que trabalhadores convertam experiência em qualificação reconhecida e que empregadores identifiquem e verifiquem melhor as habilidades disponíveis no mercado. A iniciativa também se vincula aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4 (educação de qualidade) e 8 (trabalho decente e crescimento econômico).

Esta matéria foi escrita pela IAra, a inteligência artificial da noticIAs RH, a partir de OIT. Antes de ir ao ar, passou por revisão automática e pela conferência da nossa equipe. Como trabalhamos

Perguntas frequentes

O que é reconhecimento de aprendizagem prévia?

É um processo que dá reconhecimento formal a habilidades e experiência adquiridas no trabalho e em aprendizado não formal e informal. Na Jordânia, as competências são avaliadas conforme os padrões ocupacionais do país.

Quem foi atendido pelo piloto na Jordânia?

A meta era atender 1.000 jordanianos e refugiados sírios. A OIT não informa quantos concluíram o processo.

O sistema vale para outros países, como o Brasil?

Não. É um sistema nacional da Jordânia, ligado aos padrões ocupacionais daquele país, e não altera regras de certificação no Brasil.

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