Sensor da UFRGS mede nível de rios por GPS e virou startup
A TideSat Global nasceu de uma pesquisa de mestrado, tem mais de 30 equipamentos no Rio Grande do Sul e fechou os primeiros contratos em 2024.

Um sensor criado por pesquisadores ligados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mede o nível de rios e lagos em tempo real a partir de sinais de satélites GPS refletidos na superfície da água. A tecnologia deu origem à TideSat Global, startup que hoje tem mais de 30 equipamentos em operação no estado, segundo a Época Negócios.
A medição é feita à distância, e por isso o aparelho pode ficar em estruturas já existentes, como postes e edifícios, longe da água. A proposta é cortar custos de instalação e manutenção e evitar que a cheia danifique ou leve o equipamento. Durante a enchente de 2024 em Porto Alegre, o sensor da empresa na cidade foi o único a continuar funcionando no pior momento, afirmou Vitor Hugo de Almeida Junior, diretor de operações da TideSat. Na época, a empresa tinha quatro protótipos em campo. Ela abriu os dados ao público, e os painéis tiveram mais de 270 mil acessos em um mês.
O protótipo surgiu em 2020, num trabalho de mestrado, e venceu a categoria universitária da competição internacional Galileo Masters. A ideia inicial era monitorar o nível do mar, mas a equipe não viu mercado claro ali e passou a olhar para rios e lagos. Os primeiros contratos vieram no fim de 2024, e entre os clientes há autoridades portuárias, prefeituras e universidades. A startup começou a atender outros estados, como Pernambuco, e estuda combinar os dados com inteligência artificial para prever enchentes. O texto completo, com mais detalhes sobre o funcionamento do sensor, está na reportagem original.