No agronegócio, sustentabilidade entra na conta da produtividade
Coluna da Época Negócios afirma que, nas empresas do setor, a discussão deixou de opor produção e preservação e passou a medir o que gera retorno.

Poucas empresas do agronegócio ainda defendem abertamente produtividade contra sustentabilidade. É o que afirma uma coluna publicada pela Época Negócios, após a análise de companhias de cadeias como soja, café, pecuária e bioenergia. Segundo o texto, a pergunta agora é quais práticas sustentáveis elevam a produtividade e dão vantagem competitiva, e quais só aumentam custos.
A coluna cita casos de ganho de eficiência. A SLC reportou economia de R$ 58,2 milhões com tecnologias de aplicação localizada de insumos, e a AMAGGI usa sistemas com inteligência artificial na pulverização, o que reduziu em 85% o uso de defensivos. Em programas da Nespresso com práticas regenerativas, a produtividade registrada foi de 36 sacas por hectare, contra 30 em sistemas convencionais.
O texto também aponta o custo do clima. A SLC teve produtividade 17,5% abaixo do planejado na safra 2023/24, e a Cooxupé observou queda de cerca de 10 sacas por hectare no café em regiões atingidas por eventos extremos. Há ainda receita e crédito: a FS vendeu cerca de 441 mil créditos de carbono (CBIOs) em 2022, o que rendeu R$ 47 milhões, e a Suzano captou US$ 1,25 bilhão em títulos ligados a metas de sustentabilidade. Hoje, 38% da dívida da empresa está em instrumentos desse tipo.
A coluna reconhece limites. Práticas regenerativas exigem investimento inicial e podem levar anos para dar retorno, a rastreabilidade na pecuária segue difícil, e alguns produtores veem certas exigências ambientais como barreiras comerciais disfarçadas. Para o texto, a conta que importa passou a incluir o custo de não ser sustentável, como perda de mercados e de acesso a financiamento. A análise completa está no original, no link acima.