Notícia política negativa se liga a mais ansiedade no trabalho
Estudo da Texas A&M acompanhou mais de 300 trabalhadores por nove semanas e ligou o consumo de política fora do expediente a ansiedade e engajamento.

Acompanhar notícias e redes sociais sobre política fora do expediente pode mudar o humor e o comportamento do funcionário dentro da empresa, mesmo que ninguém fale do assunto no escritório. É o que indica um estudo da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, divulgado pela Fast Company às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato no país.
Como a pesquisa foi feita
Os pesquisadores acompanharam mais de 300 trabalhadores por nove semanas, durante a temporada de primárias da eleição presidencial de 2024. Os participantes relataram com que frequência consumiam informação política e se a viam como positiva ou negativa. Também disseram o quanto se sentiam engajados, ansiosos, esperançosos e prestativos no trabalho.
O que apareceu nos resultados
Nas semanas em que consumiram conteúdo político que consideraram negativo, os participantes tenderam a relatar mais ansiedade e menos engajamento. Nas semanas de mais conteúdo visto como positivo, relataram engajamento maior e mais disposição para ajudar os colegas.
O autor principal, Ian Hughes, professor assistente de ciências psicológicas e cerebrais, afirmou em comunicado que a informação política é feita para chamar atenção e provocar reações emocionais. Segundo ele, essas reações "não desaparecem necessariamente" quando a pessoa fecha o aplicativo ou desliga a TV.
O que o estudo recomenda
Para as empresas, a sugestão é oferecer recursos de saúde mental e apoio ao manejo do estresse. Os gestores podem reduzir a tensão política dando tempo livre para votar ou incentivando o voluntariado, o que, segundo o estudo, aumenta a sensação de autonomia e controle dos funcionários.
Para os trabalhadores, o estudo indica atividades de lazer e recuperação, práticas que renovam os próprios recursos, como atenção plena, gratidão e sono, e pausas no consumo de mídia.
O que considerar na leitura
A pesquisa foi feita no contexto eleitoral americano, e o texto da fonte não diz se os resultados valem para outros países. Os dados vêm de relatos dos próprios participantes, que descreveram a frequência e a percepção do que consumiram.
Para líderes e profissionais de RH no Brasil, o estudo funciona como um alerta: períodos eleitorais podem trazer estresse extra, e ele não se limita ao que é conversado entre colegas.
Perguntas frequentes
O que o estudo da Texas A&M encontrou?
Em semanas com mais conteúdo político visto como negativo, os trabalhadores relataram mais ansiedade e menos engajamento. Com conteúdo visto como positivo, relataram mais engajamento e mais disposição para ajudar os colegas.
Quantas pessoas participaram e por quanto tempo?
Mais de 300 trabalhadores foram acompanhados por nove semanas, durante a temporada de primárias da eleição presidencial americana de 2024.
O que as empresas podem fazer, segundo o estudo?
O estudo recomenda oferecer recursos de saúde mental e apoio ao manejo do estresse, dar tempo livre para votar e incentivar o voluntariado.
O que os próprios trabalhadores podem fazer?
A recomendação é investir em lazer e recuperação, em práticas como atenção plena, gratidão e sono, e fazer pausas no consumo de mídia.