Projeto paralelo melhora o trabalho, relata profissional
Em texto na Fast Company, quem trabalha com consultoria diz que atividades fora do emprego reduziram a busca por aprovação do gestor.

Quem assina um texto na seção Work Life da Fast Company trabalha com consultoria de gestão e defende que manter projetos fora do emprego não atrapalha o desempenho. No caso relatado, ajudou. O argumento vem da experiência pessoal, e o texto não traz pesquisa nem dados.
O relato começa com uma observação geral: entre amigos e conhecidos, é cada vez mais comum ter um emprego fixo, um projeto paralelo e o hábito de documentar o percurso. Para quem escreve, ter várias frentes de energia e de habilidade, analítica, estratégica ou criativa, é gratificante.
Quando o emprego era a medida de tudo
No início de 2020, quem escreve trabalhava com consultoria imobiliária comercial em Hong Kong e sentia ter fracassado. Até ali, o valor próprio se media pelo desempenho na escola e no trabalho, e as coisas costumavam ir bem. Na consultoria, a rotina real era muito diferente do que o mestrado em mercado imobiliário havia ensinado, e os problemas novos chegavam sem que houvesse ideia de por onde começar.
O gestor mostrava frustração ao questionar o trabalho e as premissas usadas. Aos poucos, a pessoa passou a falar menos nas reuniões e a achar que não tinha nada a contribuir.
O texto que mudou o rumo
Com a pandemia de coronavírus e a onda de violência contra asiáticos, veio a vontade de escrever sobre sinofobia. O artigo foi publicado pela CNN. Foi escrito à noite, depois do expediente, e em vez de cansaço trouxe energia: o relato descreve a sensação de ter recuperado a própria voz e de perceber que o valor pessoal não dependia do desempenho no emprego.
Daí veio a decisão de deixar o setor imobiliário e buscar uma função com mais escrita. A pessoa descartou viver só de escrever, por temer que prazos e salário minassem a paixão. Optou por marketing de conteúdo, que reúne redação, pensamento estratégico e execução.
O que os projetos paralelos mudaram no emprego
Nos seis anos seguintes, segundo o texto, continuaram os artigos de opinião e surgiram outros formatos de conteúdo, muitos deles sem remuneração. Quem escreve compara ter esses projetos a guardar um segredo que torna os obstáculos do emprego mais fáceis de encarar. Se o CEO critica um post do blog da empresa, há o consolo de que centenas de milhares de pessoas leram o último artigo de opinião. O portfólio construído fora do expediente também serviu, em alguns momentos, para convencer líderes a confiar no seu critério editorial.
Contrariando a ideia de que projetos externos distraem, a pessoa afirma que a escrita de opinião a tornou melhor no trabalho de marketing de conteúdo: escreve melhor, chega com mais energia e tem mais ideias, porque não pensa no emprego o tempo todo.
Como a rotina é organizada
A regra descrita é não fazer tudo ao mesmo tempo. De segunda a sexta, o emprego tem prioridade, física e mental, e a produção de conteúdo diminui. Propostas e rascunhos de artigos saem no carro a caminho do aeroporto, durante treinos ou antes de dormir. Para o LinkedIn, há um calendário editorial, e os posts são escritos em lote e agendados com até um mês de antecedência. Entre os projetos atuais está uma série de vídeos chamada Just One Question.
O texto admite falhas. Nos últimos três meses, o trabalho levou a perder três conversas marcadas com pessoas conhecidas pelo LinkedIn. Mesmo assim, quem escreve diz que continuará reservando tempo para o que está fora do emprego, porque uma vida dedicada só ao que é obrigatório é menor do que a que poderia existir.
O que o relato não cobre
O texto é um depoimento individual e não discute contratos, jornada ou regras de trabalho. No Brasil, quem pensa em manter uma atividade paralela deve conferir o que o contrato e as políticas da empresa dizem sobre o assunto.
Perguntas frequentes
O texto apresenta pesquisa sobre projetos paralelos e desempenho?
Não. É um relato em primeira pessoa, sem dados ou estudos. A conclusão de que os projetos melhoraram o trabalho é da própria pessoa que escreve.
Como quem escreve organiza o tempo entre o emprego e os projetos?
Dá prioridade ao emprego de segunda a sexta e produz menos conteúdo nesses dias. Escreve propostas e rascunhos em deslocamentos, durante treinos ou antes de dormir, e agenda posts do LinkedIn em lote, com até um mês de antecedência.
Por que a pessoa não quis viver só de escrever?
Segundo o texto, para que prazos e salário não minassem a paixão pela escrita. Por isso escolheu marketing de conteúdo, que combina redação com estratégia e execução.