Planejador defende segunda carreira, mas só depois de poupar
Em coluna na Época Negócios, Michael Viriato diz que renda extra após os 60 anos reduz retiradas do patrimônio, mas não substitui a poupança.

Com a expectativa de vida em alta, a segunda carreira deve entrar no planejamento financeiro, mas sem servir de desculpa para poupar menos. É o que defende o planejador financeiro Michael Viriato, que tem a certificação CFP®, em coluna publicada pela Época Negócios. O texto é de opinião e reflete a visão do autor.
Ele cita dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quem chegava aos 60 anos em 1940 tinha, em média, mais 13,2 anos de vida; em 2024, são 22,6 anos, e 24,2 entre as mulheres. De cada mil brasileiros que chegavam aos 60 em 1940, 213 alcançavam os 80. A estimativa atual é de 623. Para Viriato, isso significa financiar um período maior, de 25 ou 30 anos, talvez mais. Como não há garantia de saúde ou de oportunidade para trabalhar aos 70, o ideal, segundo ele, é que o patrimônio torne o trabalho uma escolha, e não uma necessidade.
A segunda carreira, diz o planejador, não precisa ser troca de profissão. Pode ser trabalhar menos horas, prestar consultoria ou ensinar. No exemplo da coluna, quem pretende parar aos 60 com despesas de R$ 15 mil por mês e ganha R$ 5 mil em outra atividade até os 70 retira do patrimônio só R$ 10 mil mensais. Com isso, uma parcela maior continua investida e rendendo, o que pode aumentar a duração do patrimônio nas décadas seguintes.
O autor também avisa que a segunda carreira precisa ser planejada antes de a primeira terminar. Ele propõe construir dois capitais: o financeiro, que sustenta as despesas, e o profissional, feito de conhecimento, habilidades, experiência e relacionamentos. Anos de experiência, afirma, não viram renda automaticamente. A coluna completa, com a discussão dos cenários de aposentadoria, está no site da fonte.